



Brazilian Bullmastiff
APARÊNCIA GERAL: Estrutura compacta para o tamanho, de grande força física, robusto, um cão ativo, elegante, de porte médio e proporcional, dando a impressão de potência. A raça deve possuir o estilo Molossóide, variando na proporção aproximada de 50-50% entre "Mastiff" e "Bulldog", respectivamente, com matrizes mais leves e padreadores mais pesados. O conjunto transmite vigor híbrido, rusticidade e elegância, resultado da seleção em ambiente rural brasileiro..
RESUMO HISTÓRICO:
O Brazilian Bullmastiff (BMB) é uma raça desenvolvida no Brasil, com centro de origem em fazendas do interior de Minas Gerais. Surgiu do manejo rústico e forte pressão de seleção em propriedades de gado de corte e leite, onde cães precisavam de coragem, lealdade, adaptabilidade e capacidade de trabalho em condições adversas.
O programa de melhoramento genético, documentado desde o ano 2000 por canis pioneiros como Redcapo's e Redchave's, utilizaram uma estratégia avançada de híbrido triplo (tricross) e posteriormente híbrido múltiplo (sintético).
Foram cruzadas linhagens de Fila Brasileiro padrão antigo (selecionado por temperamento e proporções equilibradas), Bullmastiff Inglês, Dogue de Bordeaux e outras Molossóides, com refinamento via Bulldog's para recuperar agilidade, determinação e características "Bull & Mastiff" históricas que haviam se perdido ao longo do tempo nas linhagens puras.
País de Origem: Brasil.
COMPORTAMENTO E TEMPERAMENTO:
O Brazilian Bullmastiff é um cão espirituoso, inteligente e equilibrado, com forte apego à família. Dócil, leal e afetuoso com as pessoas da casa,
demonstra extrema coragem e submissão natural ao dono, tornando-o um companheiro confiável e protetor.
Amistoso e respeitoso com a criação (gado e outros animais da fazenda), revela-se destemido e determinado quando provocado ou sob comando.
Possui temperamento de “poucos amigos” com estranhos — especialmente quando o dono está ausente —, o que reforça sua vocação natural como cão de guarda e vigilância.
Como boiadeiro versátil, destaca-se pela capacidade de reunir e conduzir rebanhos de gado de corte e leite com eficiência, sem morder ou derrubar os animais, priorizando controle calmo e estratégico. Sensível a ameaças, defende a propriedade e o rebanho contra predadores com habilidade instintiva, identificando rapidamente intrusos e estranhos.
Resumo das características comportamentais principais:
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Com a família: Afetuoso, leal e dócil.
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Com estranhos: Reservado, vigilante e protetor.
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Com a criação: Amistoso e controlado.
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No trabalho: Corajoso, inteligente, perseverante e equilibrado.
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Geral: Cão de alta determinação, adaptável ao ambiente rural brasileiro, com instinto guardião equilibrado por obediência ao dono.
CABEÇA/CRÂNIO:
A cabeça é a característica conformacional mais marcante da raça, devendo ser pesada, larga, robusta e imponente, transmitindo poder e equilíbrio Molossóide.
O comprimento do focinho deve ser ligeiramente menor que o do crânio (aproximadamente 40-45% do comprimento total da cabeça), sem exagero, resultando na proporção ideal de 50-50% entre “Mastiff” e “Bulldog” (matrizes mais leves e padreadores mais pesados).
Tipo ideal: crânio amplo e plano, stop bem definido, focinho quadrado e poderoso, com expressão alerta e digna.
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REGIÃO FACIAL
Focinho: Forte, largo e profundo. Máscara preta é altamente desejável, conferindo contraste elegante e realçando a expressão.
Trufa: Preta preferencial; em cães fulvos/claros, tons vermelhos ou chocolate são aceitos, sempre em harmonia com a pelagem.
Maxilares e Dentes: Mandíbula larga, forte e bem desenvolvida. Mordida em tesoura ou leve prognatismo (pesada, típica da raça) é fator preponderante na seleção. Dentes fortes e completos.
Olhos: Ovais ou amendoados (podendo ser levemente arredondados), de cor próxima à pelagem (castanho escuro preferencial). Expressão atenta, confiante e doce com a família.
Orelhas: Médias a grandes, pendentes, com pele grossa e inserção larga na base. Em atenção, formam “V” fechado. Implantação na linha dos olhos é ideal, sem exageros para cima ou para baixo.
PESCOÇO: O pescoço deve ser grosso, curto a médio, extremamente musculoso e forte, com leve arqueamento na nuca, transmitindo potência e equilíbrio. Ele flui harmoniosamente da cabeça larga para os ombros robustos, reforçando a impressão geral de um Molossóide compacto e poderoso.
Dewlap (Barbelas / Papada): Moderada dewlap é desejável e característica da raça, especialmente em machos adultos.
Deve ser solta, espessa e bem aderida, sem excessos pendulares que comprometam a mobilidade ou o aspecto funcional. A pele é grossa e elástica, conferindo proteção natural em trabalho rural e combate corpo a corpo.
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Resumo: Dewlap visível, moderado e bem definido quando sentado ou em movimento, com pele espessa e textura firme. Contribui para a expressão imponente sem exageros.
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OBS: Dewlap mais pronunciada em machos pesados, discreta em fêmeas e jovens, sempre proporcional ao conjunto.
Critérios de seleção:
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Aceitável: Dewlap leve-moderada, harmônica com o pescoço musculoso.
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Indesejável: Ausência total (pescoço seco), excesso exagerado (flácido ou pendular) ou pele fina/frágil
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Função: Proteção da garganta, reserva de pele para movimento e sinal de rusticidade herdada do Fila Brasileiro e Bullmastiff.
CAUDA: Em forma de sabre (curva suave para cima), de inserção média e comprimento que atinge o jarrete ou ligeiramente abaixo. Nunca deve desviar-se para os lados nem enrolar-se.
Em repouso, é trazida baixa e relaxada, acompanhando a linha da garupa. Quando o cão está atento ou em movimento, eleva-se em bandeira, demonstrando alerta e energia sem tocar o dorso. Forte na base e afinando gradualmente, sem exagero, com pelo curto e denso.
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MEMBROS
ANTERIORES: O conjunto ombro-braço-antebraço deve ser visivelmente musculoso, reto e paralelo, denotando grande potência.
Ombros: bem inclinados e musculosos, com boa angulação. Cotovelos próximos ao tórax.
Tórax: Amplo, profundo e bem descido, com costelas bem arqueadas.
Patas: Grandes, redondas ou ligeiramente ovais, proporcionais ao tamanho do cão, com almofadas espessas e resistentes. Dedos bem fechados e arqueados (evitar patas abertas ou espalhadas). Unhas fortes, preferencialmente pretas ou escuras e em harmonia com a cor(chocolate em rednoses).
OBS: Angulações incorretas ou patas frouxas constituem falta grave.
POSTERIORES: Bem musculosos, especialmente na região lombar e coxa. Pernas bem torneadas, com forte desenvolvimento da musculatura. Garupa forte, larga e ligeiramente arredondada, com boa inclinação. Angulações corretas e equilibradas na coxo-femoral e nos jarretes (bem descidos e paralelos). Evitar angulações retas ou excessivas que comprometam a impulsão.
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MOVIMENTAÇÃO: O galope é poderoso, elástico e de grande velocidade, típico de um cão de trabalho rural. No trote, deve ser solto, fluido, sofisticado e charmoso, com bom alcance anterior e impulsão traseira, transmitindo eficiência, equilíbrio e elegância apesar da robustez. Linha superior firme, sem oscilações laterais excessivas. Movimento paralelo visto de frente e de trás.
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PELAGEM
Pelo: Curto, denso, brilhante e aderente ao corpo, com textura preferencialmente sedosa a levemente áspera ao toque. Protege contra o clima brasileiro (calor, umidade e vegetação). Subpelo mínimo ou ausente.
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COR: Qualquer variação de tigrados, pretos, vermelhos, azuis, baios e brancos são permitidos. A preferência da cor é em função da camuflagem nas diferentes vegetações naturais e diferentes luminosidades (dia e noites de lua ou sem).
TAMANHO: Ideal é até 69 cm na cernelha para macho, e 60 cm para fêmea, podendo variar 10cm para baixo.
PESO: Ideal é 55 Kg, podendo variar 10% para cima nos machos e para baixo nas fêmeas.
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FALTAS
Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade, impacto na saúde, no bem-estar e na capacidade funcional do cão para o trabalho rural.
Faltas Graves (penalizadas severamente):
- Desproporções gerais ou características exageradas que comprometam a atividade física, a mobilidade ou a habilidade de trabalho (ex.: tórax estreito, angulações incorretas, patas abertas, “Dewlap” inexistente, excessiva e flácida).
- Cabeça muito leve ou estreita, focinho excessivamente longo e fino ou curto, stop mal definido.
- Ausência de substância óssea ou muscular, aparência frágil ou refinada demais.
- Movimentação descoordenada, rígida, com oscilações laterais ou falta de impulsão.
- Temperamento tímido, excessivamente agressivo sem motivo ou falta de controle.
- Anomalias físicas ou comportamentais que afetem a saúde ou o desempenho.
Desqualificantes:
- Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física grave, comportamental ou que comprometa o bem-estar (ex.: criptorquidia, prognatismo severo, surdez, cegueira, displasia grave, agressividade patológica).
- Cães que demonstrem dificuldade respiratória, problemas locomotores ou falta de rusticidade.
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NOTAS
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Os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem descidos e totalmente acomodados na bolsa escrotal.
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Somente cães clinicamente saudáveis, funcionalmente aptos e com conformação típica da raça devem ser utilizados para reprodução. A seleção deve priorizar saúde, longevidade, temperamento equilibrado e capacidade de trabalho, conforme o programa de melhoramento genético iniciado em 2000.
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Recomenda-se avaliação ortopédica (displasia de quadril e cotovelo), cardíaca e oftalmológica antes da reprodução.
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O Brazilian Bullmastiff é uma raça em desenvolvimento e aprimoramento contínuo. O foco principal é a funcionalidade no ambiente rural brasileiro, associada à tipicidade racial e ao vigor híbrido.
Padrão editado e revisado em 01/07/2026 por Marcos Rondon cinotécnico ALKC e criador da raça.