Dogue Alemão

APARÊNCIA GERAL: O Dogue Alemão reúne à sua nobreza, constituída por uma constituição forte, vigorosa e bem proporcionada, altivez, força e elegância. Devido à sua substância, aliada à sua nobreza, aparência harmoniosa, bem como à sua silhueta bem proporcionada e à cabeça especialmente expressiva fazem com que quem o vê tenha a impressão de estar diante de uma estátua cheia de nobreza. Sua conformação física não é grosseira nem elegante demais; seu dimorfismo sexual é claramente definido. Ele é o Apolo dentre as raças caninas.
 

Personalidade: Amável, carinhoso e afeiçoado.
 

Nível de energia: Muito Ativo. 
 

Bom com crianças: Sim.

 

Bom com outros cães: Com supervisão.

 

Grooming: Sazonal.

 

Expectativa de vida: 8 -10 anos.

Nível de latido: Late quando necessário.

  • RESUMO HISTÓRICO 

Como ancestrais do atual Dogue Alemão, devemse considerar o antigo “Bullenbeißer” (buldogue alemão ancestral) e os “Hatz e Saurüden” (cães de caça em geral e de caça de javalis), os quais eram intermediários entre um robusto Mastiff Inglês e um rápido e ágil galgo. No início, entendia-se por “Dogge” (Dogue) um cão grande e forte, não necessariamente pertencente a uma determinada raça. Posteriormente, denominações como “Ulmer Dogue” (Dogue de Ulm), “Dogue Inglês”, “Dogue Dinamarquês”, “Hatzrüde” (Cão de Caça), “Saupacker” (Cão Caçador de Javalis) e “Grande Dogue” passaram a designar os diversos tipos desses cães de acordo com a cor e tamanho (porte). No ano de 1878 em Berlim, um comitê de sete membros formado por dedicados criadores e juízes e coordenado pelo Dr. Bodinus, tomou a decisão de registrar todas as variedades supracitadas sob a denominação “Deutsche Doggen” (Dogue Alemão em português). Desta forma, era lançada a pedra fundamental para a criação de uma raça canina alemã autônoma.

País de Origem: Alemanha.

COMPORTAMENTO E TEMPERAMENTO: Amável, carinhoso e afeiçoado aos seus donos; podem ser reservados diante de desconhecidos. Quando requerido é autoconfiante, corajoso, de fácil trato e um dócil cão de companhia e de família, com um alto limiar de excitação e sem comportamento agressivo.
 

CABEÇA: Em harmonia com o conjunto; alongada, estreita, marcante, mas não em forma de cunha; expressiva, finamente cinzelada (particularmente a região abaixo dos olhos). A distância da ponta da trufa até o “stop” e deste até o osso occipital levemente pronunciado deve ser preferencialmente a mesma. As linhas superiores do focinho e do crânio devem ser paralelas. Vista de frente, a cabeça deve parecer estreita, com a face dorsal da cana nasal (ponte nasal) o mais largo possível.

 

  • REGIÃO CRANIANA

 

Crânio: Arcadas superciliares bem desenvolvidas, mas sem serem protuberantes.

 

Stop: Claramente definido.

 

  • REGIÃO FACIAL

 

Trufa: Bem desenvolvida, mais para larga do que para redonda e com narinas bem abertas. Deve ser preta, com exceção dos dogues arlequins (dogues preto e branco malhado), nos quais uma trufa preta é desejável, mas se tolera uma trufa rósea com manchas negras (“nariz de borboleta”) ou toda cor de carne (rósea). Nos azuis, a trufa é de cor antracita (preto diluído).

 

Focinho: Deve ser profundo e o mais retangular possível, sem ser pontudo ou com escassez de lábios, nem com lábios excessivamente pendulares (“lábios flutuantes”). Bordas dos lábios (comissuras labiais) bem visíveis. Lábios com pigmentação escura. Nos arlequins, toleram-se lábios parcialmente pigmentados ou cor de carne (lábios rosados). A cana nasal nunca deve ser côncava (“nariz em sela” ou “focinho em prato”), convexa (“nariz romano” ou “focinho de carneiro”) ou caindo em direção à ponta (“nariz de águia” ou “Drop-off”).

 

Maxilares e Dentes: Maxilares largos e bem desenvolvidos. Mordedura forte, saudável e completa (42 dentes de acordo com a fórmula dentária), articulada em tesoura (isto é, os incisivos superiores sobrepõem-se ajustados aos incisivos inferiores e são inseridos ortogonalmente aos maxilares). É tolerada a ausência dos P1 na mandíbula (maxilar inferior). Qualquer desvio de uma completa mordedura em tesoura é absolutamente indesejável.

 

Bochechas (Região infraorbitária): Os músculos das bochechas devem ser apenas levemente marcantes, e de forma alguma muito salientes.

 

Olhos: De tamanho médio, com uma expressão vivaz, inteligente, amável, preferencialmente escuros, com formato amendoado e pálpebras bem aderentes. Olhos não demasiadamente afastados e sem serem orientais (“fendidos”). Olhos claros de expressão dura e cor amarela-âmbar são indesejáveis. Nos cães azuis, olhos ligeiramente mais claros são admitidos. Nos arlequins, olhos claros ou de cores diferentes são tolerados.

 

Orelhas: Naturalmente pendentes, inseridas altas, de tamanho médio, com as bordas frontais tocando as bochechas. Inseridas nem excessivamente altas, nem muito baixas; não devem ser projetadas lateralmente para fora ou totalmente deitadas em plano vertical.

 

PESCOÇO: Longo, seco, musculoso, não deve ser curto ou grosso. A partir de sua inserção bem construída, vai afunilando suavemente em direção à cabeça, com a linha da nuca (linha dorsal do pescoço) arqueada. Portado erguido, com uma leve inclinação para frente, mas sem ser pescoço de cervo. Muita pele de pescoço solta (papada) ou barbela é indesejável.

 

  • TRONCO 

 

Cernelha: É o ponto mais alto do seu robusto tronco. É formada pelas espinhas escapulares, as quais ultrapassam as apófises espinhosas (processos espinhosos) das vértebras.

 

Dorso: Curto e firme, caindo, numa linha praticamente reta, quase imperceptivelmente para trás (em direção à garupa), de modo algum ascendente para trás ou muito longo.

 

Lombo: Ligeiramente arqueado, largo, com musculatura vigorosa.

 

Garupa: Larga, com musculatura forte, em declive suave do sacro à base da cauda, fundindo-se imperceptivelmente com a inserção da cauda. Sem inclinação acentuada nem em posição plana.

 

Peito: Atingindo as articulações dos cotovelos. Costelas bem arqueadas, estendendose bem para trás. Peito com boa largura e profundidade, com antepeito bem definido (pronunciado), sem ser excessivamente projetada a ponta do esterno. Sem costelas planas ou em forma de barril.

 

Linha inferior e ventre: Ventre bem esgalgado para trás, formando uma linha graciosamente curvada com a parte inferior da caixa torácica. É indesejável um ventre pouco esgalgado, bem como mamas insuficientemente retraídas.

 

CAUDA: Alcançando a articulação tíbio-tarsiana (ponta dos jarretes). Nem muito longa ou muito curta. Inserção alta e larga, mas nem alta nem baixa demais e não muito grossa, afilando uniformemente até a extremidade. Em repouso, pende para baixo formando uma curva natural; quando o cão está excitado ou em movimento, a cauda se curva ligeiramente em forma de sabre, mas não deve ser portada em forma de gancho ou em anel (enrolada), nem ultrapassar sensivelmente a linha dorsal, nem ser lateralmente virada (torcida para o lado). Não é desejável uma cauda em forma de escova.

 

  • MEMBROS

 

ANTERIORES: Bem angulados, com músculos e ossos fortes.

 

Ombros: Musculatura vigorosa. A escápula longa e inclinada forma, com o braço, um ângulo de aproximadamente 100° a 110°.

 

Braços: Fortes e musculosos, bem ajustados ao tórax; devem ser ligeiramente mais longos que as escápulas.

 

Cotovelos: Nem virados para fora nem para dentro.

 

Antebraços: Fortes, musculosos, perfeitamente retos quando vistos tanto de frente quanto de perfil.

 

Carpos: Fortes, firmes, destacando-se apenas ligeiramente da estrutura dos antebraços.

 

Metacarpos: Vistos de frente, são fortes e retos; vistos de perfil, apresentam uma leve inclinação para frente.

 

Patas: Arredondadas, bem arqueadas, com dedos bem ajustados (pés de gato). Unhas curtas, fortes, na cor mais escura possível.

 

POSTERIORES: Todo o esqueleto é coberto por músculos fortes que fazem com que a garupa, os quadris e as coxas pareçam largos e arredondados. Vistas por trás, as fortes e bem anguladas pernas traseiras (pélvicas) são paralelas aos membros anteriores (torácicos).

 

Coxas: Longas, largas, muito musculosas. Joelhos: Fortes, posicionados quase verticalmente abaixo da articulação coxofemoral.

 

Pernas: Longas, aproximadamente do mesmo comprimento das coxas, bem musculosas.

Jarretes: Fortes, firmes, nem virando para dentro nem para fora.

Metatarsos: Curtos, fortes, quase perpendiculares em relação ao solo.

 

Patas: Arredondadas; dedos bem arqueados e ajustados (pés de gato). Unhas curtas, fortes, na cor mais escura possível.

 

  • MOVIMENTAÇÃO: Harmoniosa, flexível, com boa cobertura de solo, ligeiramente elástica; quando vistos pela frente e por trás, os membros devem movimentar-se paralelamente. Nunca com passadas curtas (“picada”) ou em passo de camelo.

 

PELE: Bem ajustada ao corpo. Bem pigmentada em cães monocromáticos (sólidos de uma só cor); nos dogues arlequins, a distribuição dos pigmentos corresponde essencialmente às marcações.

 

  • PELAGEM

 

Pelo: Muito curto, espesso, liso, bem assentado, brilhante. Não deve ser fosco ou com pelagem dupla.

 

COR: O Dogue Alemão é criado em três variedades independentes de cores: Dourado e Tigrado; Arlequim e Preto; e Azul.

 

• Dourado: Do dourado claro até o dourado escuro; uma máscara preta é desejável. O dourado não deve ser acinzentado, azulado ou enegrecido (cor de fuligem). Sem marcas brancas.

• Tigrado: A cor básica vai do dourado claro até o dourado escuro, com listras pretas tão uniformes e claramente definidas quanto possível, posicionadas na direção das costelas e não esmaecidas. Uma máscara preta é desejável; sem marcas brancas.

• Arlequim (com manchas pretas e brancas, os chamados “Tigerdoggen” ou “Dogues Tigres”): A cor básica é o branco puro preferencialmente sem nenhum salpicado, tendo sobre o corpo manchas pretas brilhantes, bem distribuídas, irregulares e “rasgadas”. Não são desejáveis partes manchadas em cinza, azul ou amarronzadas, assim como salpicado azul acinzentado. Merles (“Grautiger” ou “Tigres cinzas” - estes apresentam uma pigmentação preta sobre uma cor de base predominantemente cinza) incidem na criação, mas não são desejáveis, embora também não devam ser desqualificados.

• Preto: Cor preto profundo, sendo permitidas manchas brancas no peito e nas patas; também estão incluídos aqui os “Mantados” (“Manteltiger” ou “Tigres Mantados”), nos quais o preto cobre todo o corpo como um manto, enquanto o focinho, o pescoço, o peito, o ventre, as pernas e a ponta da cauda podem ser brancos; assim como os dogues com a cor de base branca e grandes placas pretas (“Plattenhunde” ou “Plaqueados”).

• Azul: Azul aço puro, sendo permitidas marcas brancas no peito e nas patas. Constitui falta o azul dourado ou enegrecido.

 

TAMANHO: Altura na cernelha: Machos: no mínimo 80 cm, não devem exceder 90 cm. Fêmeas: no mínimo 72 cm, não devem exceder 84 cm.

  • FALTAS 

Qualquer desvio em relação a este padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade e seus efeitos na saúde e bem estar do cão. 

FALTAS DESQUALIFICANTES

 

• Agressividade ou timidez excessiva.

• Todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.

• Cães atípicos.

Reconhecimento Internacional:

Entidade sem fins lucrativos

CNPJ 26.249.262/0001-88

  • Grey Facebook Icon
  • Veja

Patrocinadores:

centralotima.png